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Tonin Interativo

Acalme-se.
date_range 16/06/2020 | Por: Tonin | Tag: Coronavírus - informações

Acalme-se.

O Brasil é considerado o país com o maior número de pessoas com ansiedade pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Antes da pandemia eram mais de 18,6 milhões de brasileiros sofrendo com o transtorno. Neste momento ainda não há como mensurar quantas pessoas passaram a sentir os sintomas, mas já é considerado um grande aumento desse número. 

A ansiedade e o medo podem ser comparados, porém o medo é reflexo de uma ameaça real. Já a ansiedade é o receio da possibilidade de uma ameaça futura, assim explica a psicóloga e facilitadora sistêmica Mônica S Santos: “a ansiedade pode ser entendida como uma emoção de futuro, uma dinâmica interna acionada pela mente que acelera o mundo interno e foca a atenção nas possibilidades do futuro. Na verdade, o futuro não existe. É apenas uma projeção mental das possibilidades que podem acontecer.”

Há formas de reconhecer se está passando por esse tipo de problema, entre os sintomas psicológicos estão apreensão, medo, angústia, inquietação, insônia, dificuldade de concentração, incapacidade de relaxar, sensação de estar “no limite”, preocupações com desgraças futuras, pensamentos catastróficos. Fisicamente, deve se atentar a sudorese, falta de ar, hiperventilação, boca seca, formigamento, náusea, ondas de calor, calafrios, tremores, tensão muscular, dor no peito, taquicardia (coração acelerado), sensação de desmaio, tonturas, urgência para ir ao banheiro. 

“Quando uma pessoa acredita que corre perigo ou se sente ameaçada, ela aciona uma parte do cérebro chamada amigdala que, por sua vez, aciona o módulo sobrevivência. Quando uma pessoa se ‘pré-ocupa’ com o futuro, ela alimenta o medo, a insegurança e, por sua vez, a ansiedade. Internamente, ela recebe uma enxurrada de hormônios ligado ao stress como cortisol e adrenalina, e fica ‘ligada’ no que de pior pode acontecer”, conta.  

 

Mônica explica que, para contornar casos de ansiedade é entender sobre o poder adaptativo de cada um como ferramenta para superar esses momentos. “Não existe emoção boa ou ruim, todas estão a serviço de algo que precisa ser visto e, às vezes, cuidado. Emoções que dizemos ‘negativas’ são aquelas que indicam que alguma necessidade não foi atendida. E isto é legítimo e importante de ser olhado. Da mesma forma que um pássaro é seguro porque confia na sua habilidade de voar, ele não se preocupa se o galho vai quebrar. Se quebrar ele voa e procura outro. Esta é uma postura de antifragilidade: lidar com as incertezas e fazer com que as adversidades fortaleçam.” 

É por isso que o autoconhecimento, a espiritualidade, a terapia, a psicoterapia e práticas de mindfullnes e meditação ajudam a desenvolver recursos internos como a segurança, a autoestima, a maturidade emocional, entre outras essências para lidar melhor com a ansiedade e impedir que ela atrapalhe sua vida. É importante criar espaços para se cuidar, para escutar o outro, para desacelerar e para tomar consciência do que está acontecendo dentro de cada um. 

Para quem não está ansioso, mas percebe esse comportamento entre as pessoas com quem convive, a psicóloga dá a dica: “Uma escuta ativa e atenta pode ajudar muito o outro desabafar e perceber o seu estado. Às vezes, a ajuda é encaminhar para a ajuda e estar presente para o que der e vier”, finaliza.

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