/** PIXELS **/ /** PIXELS **/ Tonin Super | Tonin Interativo - Entre o coração e a razão. Controle emocional faz a vida mais feliz.

Tonin Interativo

Entre o coração e a razão. Controle emocional faz a vida mais feliz.
date_range 14/07/2020 | Por: Tonin | Tag: Coronavírus - informações

Controle emocional faz parte da inteligência e maturidade emocional, e integra um processo de desenvolvimento pessoal. De uma pessoa adulta e madura emocionalmente, espera-se que ela perceba seus sentimentos e, por exemplo, em um momento de raiva, não se descontrole. Não aja no impulso ou no automático. 

“Um bebê e uma criança não têm controle emocional. Essa é uma habilidade que é ensinada e desenvolvida. Logo, dependem de modelos e educadores para ensinar sobre o que são as emoções, quais emoções existem e como lidar com elas. O desafio é que a nossa cultura não contempla a educação emocional na sua cartilha escolar e muitos pais, sem consciência, apenas perpetuam a forma que aprenderam com os seus próprios pais e experiências”, explica a psicóloga e facilitadora sistêmica Mônica S. Santos.

Não é à toa que as pessoas estão vivendo tanto sofrimento por conta de incompetências emocionais. “Quantos adultos descontam suas frustrações nas crianças? Quem já não escutou gritos de pais pedindo para que o filho pare de gritar? Este movimento é semelhante represar um rio ou ativar uma bomba a ser implodida a qualquer momento, por qualquer gota d’água”, ilustra a terapeuta.

Por outro lado, ter controle emocional não é engolir o choro ou represar a emoção para não entrar em contato. Controle emocional é tomar consciência da emoção, ou seja, perceber aonde ela afeta o corpo, qual o pensamento ou o gatilho que a acionou, qual a necessidade que não foi atendida e o que você pode fazer com ela para que ela te ajude e não te atrapalhe.

De acordo com Mônica, exemplos disso são as sensações físicas da ansiedade, a insegurança ou o medo: “o primeiro passo é a pessoa tomar consciência do corpo.  Como seu corpo fica quando sente essas emoções? O peito está apertado? O coração acelerado? Você mexe alguma parte do corpo repetidamente? Seus pensamentos estão acelerados? Está suando? Tremendo? Cada um tem uma reação. O segundo passo é buscar identificar o que está sentido. Quais são as emoções? Por exemplo, é ansiedade, insegurança, medo?”

Na sequência, ela ainda chama atenção para mais dois momentos de observação. “O terceiro passo é procurar entender qual é a necessidade não atendida que essas emoções estão mostrando para você? Por exemplo, pode ser de segurança frente a tantas incertezas e riscos desse momento? O quarto passo é rever as crenças que podem ter acionados os pensamentos e emoções. Por exemplo: tenho que ter o controle e saber o que vai acontecer para não sofrer. Muitos têm crenças inconscientes, ou seja, sem saber que tem. É como uma programação mental profunda que precisa ser atualizada.”

Para a profissional, a melhor maneira de compreender e controlar todas essas emoções é aceitar que o aconteceu no passado, não necessariamente irá acontecer do novo no presente, ou que aquela forma como sempre lidou com as situações pode não ser a única forma de agir.

“Diz um ditado que é impossível impedir que os pássaros sobrevoem sua cabeça, mas você pode impedir que ele faça um ninho. Da mesma forma acontece com as emoções. Não tem como nos impedir de senti-las, mas podemos não as alimentar e usá-las a nosso favor”, sendo assim “se não sei o que vai acontecer no futuro. ‘O que posso fazer agora para o meu fortalecimento, desenvolvimento, atualização das tendências?’ Este é o foco de uma postura antifrágil: pensar e agir no aqui e agora”, finaliza a especialista.

Compartilhe



Disponível no Google Play Disponível na APP Store